[Resenha] Um Perfeito Cavalheiro, Julia Quinn #3
Sinopse: Sophie sempre quis ir a um evento da sociedade londrina. Mas esse parece um sonho impossível. Apesar de ser filha de um conde, ela é fruto de uma relação ilegítima e foi relegada ao papel de criada pela madrasta assim que o pai morreu. Uma noite, porém, ela consegue entrar às escondidas no aguardado baile de máscaras de Lady Bridgerton. Lá, conhece o charmoso Benedict, filho da anfitriã, e se sente parte da realeza. No mesmo instante, uma faísca se acende entre eles. Infelizmente, o encantamento tem hora para acabar. À meia-noite, Sophie tem que sair correndo da festa e não revela sua identidade a Benedict. No dia seguinte, enquanto ele procura sua dama misteriosa por toda a cidade, Sophie é expulsa de casa pela madrasta e precisa deixar Londres. O destino faz com que os dois só se reencontrem três anos depois.
Benedict a salva das garras de um bêbado violento, mas, para decepção de Sophie, não a reconhece nos trajes de criada. No entanto, logo se apaixona por ela de novo. Como é inaceitável que um homem de sua posição se case com uma serviçal, ele lhe propõe que seja sua amante, o que para Sophie é inconcebível.
Romance de Época | 304 páginas | Avaliação 3/5
Nessa incrível sequência, conhecemos mais um Bridgerton: Benedict. Com um sobrenome de peso, grandiosa fortuna e dono de um incrível sorriso, o cavalheiro é um dos mais cobiçados solteirões, assim também como alvo fácil para as mães de filhas também solteiras. Entretanto, nenhuma delas o interessava tanto quanto uma bela dama que habitava em suas memórias.
Aconteceu de Benedict avistar uma mulher em um baile de máscaras e não houve dúvidas, se apaixonou a primeira vista (tenho lá minhas dúvidas quanto a esse amor que bate e olho e BAM!, sabe? Ainda mais nessa situação, onde todos estavam com os rostos cobertos).
"Ao longo dos últimos dois anos, a lembrança de Benedict Bridgerton havia sido a luz mais brilhante em sua vida sombria e triste" (p. 86).
A moça era (tcha ra rammm! Acalma o coração, pois não é spoiler haha) Sophie Beckett. Fica claro para o leitor desde o início a identidade dessa nossa "Cinderela". Dos poucos instantes que Benedict esteve com a moça, teve a certeza de que era ela A mulher. Aquela que poderia facilmente chamá-la de sua esposa. Mas como tudo não é um mar de rosas, Sophie teve de deixar o baile mais cedo e Benedict nunca mais a veria. Não teria nem como procurá-la, pois não havia visto seu rosto. Aquilo o assombra por anos.
Passados três longos anos após o ocorrido, a vida dele e a de Sophie se cruzam, mas não como em um conto de fadas. Ela era pobre e trabalhava para uma casa de um senhor rico. Alguns homens a estava azarando em uma ala afastada durante uma social na residência, Benedict estava lá e a defendeu. Por obra do destino, convidou a moça para trabalhar para ele. Como um cavalheiro, não poderia deixá-la sofrer em mãos erradas.
Antes de chegarem até a cidade, tiveram que parar em um chalá particular do senhor Bridgerton por conta do mal tempo. Aqueles dias foram mágicos! Sophie sabia de quem se tratava. Ele era parte de seus sonhos, a única parte de suas lembranças que trazia felicidade e conforto. Ao mesmo tempo em que ansiava em lhe dizer que ela era a moça que o conheceu no baile, lhe partia o coração pensar que Benedict nunca teria nada com ela, uma criada.
"Tratou-a como uma mulher, não como uma criada qualquer, e, até aquele exato instante, ela não se dera conta de quanto sentia falta de ser tratada como uma pessoa" (p. 142).
Os dias no chalé foi a parte mais engraçada e divertida, no meu ponto de vista. Diferentemente dos dois volumes anteriores, os quais me pegava rindo e sorrindo a toa, Um Perfeito Cavalheiro agrega um teor mais dramático, chegando ao ponto do coração ficar apertado algumas vezes. A razão disso é justamente a trajetória de vida da garota. Quando muito nova, perdeu tudo o que tinha e foi jogada nas garras de uma madrasta que carregava puro ódio em seu coração.
O interessante é que, como o livro é uma releitura de Cinderela, sabemos ao certo o que esperar dele. E, obviamente, como a autora é nada mais nada menos que a nossa queridinha (<3) Julia Quinn, finais felizes são certeiros!
Recomendo essa aventura desse irmão Bridgerton. A razão da minha nota não ter sido máxima como as que eu avaliei nos dois livros anteriores é porque gostei muito mais do clima clichezão de água com açúcar, aquelas bem humoradas que deixa a gente flutuando hahaha E, queridos leitores (baixou a Lady Whistledown agora), devo lhe dizer que esta blogueira amoleceu o coração e a culpa é totalmente, completamente, impetuosamente de Julia Quinn.
Até a próxima!
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