[Resenha] Garota Exemplar, Gillian Flynn

garota exemplar livroNa manhã de seu quinto aniversário de casamento, Amy, a linda e inteligente esposa de Nick Dunne, desaparece de sua casa às margens do Rio Mississippi. Aparentemente trata-se de um crime violento, e passagens do diário de Amy revelam uma garota perfeccionista que seria capaz de levar qualquer um ao limite. Pressionado pela polícia e pela opinião pública – e também pelos ferozmente amorosos pais de Amyintrinseca –, Nick desfia uma série interminável de mentiras, meias verdades e comportamentos inapropriados. Sim, ele parece estranhamente evasivo, e sem dúvida amargo, mas seria um assassino? Com sua irmã gêmea Margo a seu lado, Nick afirma inocência. O problema é: se não foi Nick, onde está Amy? E por que todas as pistas apontam para ele?

Thriller Psicológico  |  448 páginas |  Avaliação 3/5

  Aparentemente, Amy e Nick Dunne é um típico casal americano. Têm suas tarefas diárias, complicações, temores etc. Porém, a normalidade está longe de ser um fator particular do casal. A cumplicidade dos dois havia se esgotado há um tempo, o que acabou abrindo espaço para a apatia. Muito do que era vivido com intensidade no início do casamento se esfriou gradativamente. 




É um tanto perturbador recordar uma lembrança calorosa e sentir-se profundamente frio (p.15).

Minha esposa não era mais minha esposa, mas um nó enfarpado me intimidando a desfazê-lo (p.60).

Minha antiga Amy, caramba, ela era divertida. Era engraçada. Ela me fazia rir. Eu tinha me esquecido disso. E ela ria. Do fundo da garganta (p. 61).


  Os capítulos são intercalados entre a narração de Amy em seu diário e a narração de Nick Dunne. O homem tem uma vida claramente monótona ao lado de sua esposa, isso se confirma ao lermos o diário. Amy escreve nele desde o dia em que conheceu Nick. A medida que a leitura de sucede, o leitor percebe as falhas em que o casamento se degradava dia após dia. Além de a moça tratar o marido como o "vilão" da história.




Ele me veria do outro lado da mesa do café, comendo cereal inocentemente, e saberia que sou uma idiota, e como alguém pode respeitar uma idiota? (p. 83).

Ele soa animado, jovial, do modo como sempre é quando fala com ela. Do modo como costumava soar comigo (p. 113).


  O livro engrena com o desaparecimento de Amy na manhã de seu 5º aniversário de casamento. Nick logo aciona a polícia, mas o que não esperava era se tornar o principal alvo de suspeitas. O homem externava total indiferença durante os interrogatórios. E também em encontros com a imprensa. O caso tomou uma tremenda repercussão porque os pais de Amy eram escritores famosos e também por a mulher ter sido a inspiração para a criação da personagem principal das histórias: Amy, a garota exemplar. Todos associavam a personagem do livro com a Amy real. Sendo assim, o desaparecimento dela provocou compaixão em todo o estado. 




Esse homem talvez me mate (p. 369).

Ele ainda acha que tem poder (p. 422).


  O leitor é posto de frente à uma encruzilhada. Não temos certeza de quem é o verdadeiro culpado até ler o livro inteiro. Durante os capítulos, Amy nos faz acreditar em sua história e como sofria sendo a vítima. Já Nick nos arrasta para entendermos seu lado. É como se, inconscientemente, um acusasse o outro. 




Amigos enxergam a maioria dos defeitos um do outro. Cônjuges enxergam cada horrível pedacinho deles (p. 315).


  As pessoas me indicam esse livro há anos. Ou seja, não é de hoje que ele é um sucesso. Tanto que até um filme do mesmo já foi lançado. Garota Exemplar corresponde ao meu tipo de gênero favorito, pena que a leitura não causou tanto efeito em mim quanto esperava. Ele recebeu incontáveis críticas positivas, realmente não posso ser injusta e dizer que não é um livro bom, pelo contrário. A ideia é inteligente, mas, particularmente, deixou um pouco a desejar. 


  Essa foi minha experiência com Garota Exemplar. E vocês? O que acharam do livro? Para quem não leu, qual é a sua opinião? Deixe seu comentário ;)



Daqui em diante contém SPOILER.  

  A razão do livro não ter me empolgado tanto foi pelo final, a parte 3. Acredito que, pelo nível de tensão causado durante tota leitura, a autora poderia ter criado um final mais tenso. Não que não tenha sido, mas senti muito desejo de mais diálogos entre Nick e Amy quando ela retorna. Nos damos conta de que ela é uma psicopata assassina, possessiva, mentirosa e capaz de qualquer coisa doentia para ter o que quer. Para mim, esse momento era o ponto máximo do livro, que todos estavam esperando. Além, claro, de descobrir quem era o verdadeiro monstro da história. Apesar de que os dois se encaixam no termo. Enfim, achei que o final poderia se desenvolver mais. 




Odeio pensar que a resposta é tão simples, mas fui feliz minha vida inteira, e agora não era, e Andie estava ali, demorando depois da aula, fazendo perguntas sobre mim que Amy nunca fazia, não ultimamente. Fazendo com que eu me sentisse um homem de valor, não o idiota que perdera o emprego, o cretino que se esquecia de baixar o assento da privada, o desajeitado que nunca acertava, fosse o que fosse (p. 165).
Sou um ótimo marido porque tenho muito medo que ela me mate (p. 433).

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