[Resenha] Menina Má, William March | Semente do Mal
Sinopse: Rhoda, a pequena malvada do título, é uma linda garotinha de 8 anos de idade. Mas quem vê a carinha de anjo, não suspeita do que ela é capaz. Seria ela a responsável pela morte de um coleguinha da escola? A indiferença da menina faz com que sua mãe, Christine, comece a investigar sobre crimes e psicopatas. Aos poucos, Christine consegue desvendar segredos terríveis sobre sua filha, e sobre o seu próprio passado também.
Terror Psicológico | 274 páginas | Avaliação 2,5/5
Rhoda Penmark de apenas oito anos foi capaz de cometer atrocidades inimagináveis para uma garotinha de sua idade. Apesar de não ter sido submetida a abusos físicos ou psicológicos, ela se encaixa na categoria seriais killers. É muito improvável que ocorra um caso real parecido como o de Rhoda, pois, para chegarem ao patamar de assassinos em série, todos os indivíduos tiveram uma infância terrivelmente marcada. Ao contrário da garota, que nasceu e foi criada em um lar amoroso e de classe alta.
Vale a Pena?
Em Menina Má, o autor não mostra o desenvolvimento da personagem no âmbito psicológico, ou seja, o autor não mostra o desenrolar da essência psicopata e assassina na criança. O leitor entra na história com essa característica já intrínseca na garota. O que acompanhamos é o momento mais crítico de Rhoda: seus passos estão sendo estudados e possivelmente seus crimes podem ser desvendados!
Não que a garotinha seja esperta como um serial killer adulto quando planeja aqueles crimes e encobertas mirabolantes. A carta na manga dela é, primeiramente, sua aparência. Em poucos minutos, ela pode acabar causando um grande estrago sem muitas suspeitas. Aparentemente, Rhoda é doce, educada e comportada. A filha perfeita!
Acho que o segredo do temperamento de Rhoda é o simples fato de ela não precisar dos outros (p. 47).
Em segundo lugar, ela é especialista em das desculpas. A criança convence com facilidade.
Menina Má foi a primeira obra que ousou inserir uma criança com personalidade como tal. Na época, a editora costumeira do autor (Little Brown) recusou publicar o livro, porque a considerou perturbadora demais. Entretanto, outra acabou aceitando: Rinehart.
[...] Ela não tinha nenhuma das culpas e dos medos comuns na infância; e, era claro, não tinha qualquer capacidade de afeto, preocupando-se somente consigo mesma. [...] Ela era uma fascinante espécie de animalzinho que não aceitava ser domado (p. 59).
Por hoje é só! Não esqueçam e se inscrevam em nosso canal e nos acompanhe nas redes sociais:
Comentários
Postar um comentário